VECTOELETRONISTAGMOGRAFIA

VECTOELETRONISTAGMOGRAFIA

É um exame essencial para a rotina da avaliação otoneurológica e por meio de várias provas, tem como objetivo analisar de maneira minuciosa os sistemas envolvidos na manutenção do equilíbrio corporal, isso significa, na tríade composta por sistema vestibular (orelha interna e suas inter-relações com tronco encefálico e cerebelo), sistema visual/ocular (olhos e suas inter-relações com SNC) e sistema proprioceptivo (músculos, articulações, tendões), ajudando na detecção de possíveis alterações dos sistema vestibular (equilíbrio), incluindo as enfermidades do labirinto, popularmente conhecidas como “labirintites”.

 

As indicações principais para a realização deste exame são:

  • Qualquer tipo de tontura ou desequilíbrio;
  • Zumbido e/ou perda auditiva sensorioneural;
  • Cinetoses;
  • Cefaleia;
  • Síndrome do pânico;
  • Quedas;
  • Síndromes de tronco encefálico e cerebelo.

 

Após a dor de cabeça, a tontura é o sintoma mais comum. O estimado é que cerca de 42% dos adultos queixem-se de tontura em alguma época de suas vidas. As diferentes variedades de tontura podem acontecer em qualquer faixa etária, ocorrendo mais comumente em idosos e pessoas do sexo feminino. As tonturas podem afetar de várias maneiras a qualidade de vida.

Podem ser leves, moderadas ou intensas; esporádicas, frequentes ou constantes e, além da terrível sensação de perturbação do equilíbrio corporal, podem vir juntamente com:

  • Prejuízo da memória;
  • Dificuldade para entender;
  • Fadiga física e mental;
  • Dificuldade para ler e escrever.

 

A insegurança física pode acarretar uma insegurança psíquica, que leva a ansiedade, depressão e pânico.

 

Objetivos do exame

  • Confirmar ou informar o comprometimento vestibular;
  • Saber qual o lado danificado (direito, esquerdo ou ambos);
  • Saber se o distúrbio é periférico (labirinto e VIII nervo), central (núcleos, vias e inter-relações com outras estruturas do sistema nervoso central) ou misto;
  • Verificar o tipo de dano vestibular (irritativo ou deficitário);
  • Auxiliar na detecção da causa, pela contribuição ao estabelecimento de uma hipótese diagnóstica;
  • Estabelecer o prognóstico;
  • Monitorar a evolução do paciente tratado, bem como de sua doença;
  • Modificar, se preciso, a orientação terapêutica, baseado no acompanhamento dos sinais objetivos aos exames;
  • Decidir quando o tratamento deve ser encerrado, depois da resolução dos sintomas e/ou sinais ou a obtenção do melhor resultado possível.

 

Preparações para o exame

  • Evitar bebidas alcoólicas e uso de medicamentos não essenciais, como: tranquilizantes, narcóticos, anti-histamínicos, anti-vertiginosos e etc, 48 horas antes da realização do exame;
  • Não comer e nem beber 3 horas antes do exame;
  • Não beber chá, chocolate ou café, e não fumar no dia do exame;
  • Evitar fadiga excessiva na véspera e no dia do exame;
  • Pessoas, especialmente idosos, com problemas clínicos importantes, e crianças precisam ser acompanhados por um familiar ou responsável;
  • Caso o paciente use lentes de contato precisará removê-las no momento do exame.

 

O exame não dói, e tem uma duração de aproximadamente 45 minutos, onde são utilizados eletrodos no rosto do paciente, parecidos com os eletrodos utilizados para realizar eletrocardiogramas, conectados a um programa de computador. Esse programa irá analisar os sinais provenientes de movimentos oculares involuntários, chamados nistagmos. 

Submete-se os pacientes a testes visuais com barras luminosas, em que precisam acompanhar com o olhar o deslocamento de sinais luminosos, e testes calóricos (com ar), onde as orelhas são expostas ao ar quente e ao ar frio, para estimular o labirinto de maneira variada.

 

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